segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PMT confirma para dezembro eleições dos diretores de escolas municipais

O secretário Municipal de Educação, Paulo Machado Vale, confirmou para a primeira quinzena de dezembro a realização de eleições diretas para diretores das escolas da rede municipal de ensino. As eleições alcançarão as escolas de ensino fundamental, conforme a orientação do prefeito Elmano Férrer.
Hoje (31/10), o secretario Paulo Machado Vale esteve reunido com sua equipe técnica, no "4º Foco de Gestores", no auditório Professor Odilon Nunes, no bairro Marquês, com objetivo de promover ações que serão evidenciadas no transcorrer desse último semestre e para o ano de 2012. O tema eleições para diretores foi discutido no encontro.
Atualmente a Prefeitura de Teresina mantém 304 escolas na capital, sendo 147 de ensino fundamental e 157 centros municipais de educação infantil. As eleições de dezembro devem ser realizadas apenas para as escolas de ensino fundamental.
Machado expôs aos gestores que fará um "choque de gestão" para o bem da educação do município. "Para isso, estamos iniciando um planejamento para 2012 tendo como foco o bom funcionamento das escolas" - enfatiza o secretário.
Durante o debate, o secretário Paulo Machado disponibilizou parte do seu tempo para atender as necessidades dos gestores das escolas pertencentes à rede de ensino e esclarecer dúvidas pertinentes a sua gestão, como por exemplo, eleições diretas para diretores das escolas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MEC decide por aumento de carga horária em vez de mais dias letivos

Informação foi divulgada pela secretária da educação básica

do ministério. Proposta inicial do ministro Haddad

era ter mais 20 dias de aula no ano.

Em reunião realizada na última terça-feira (18), o Conselho Nacional de Educação considerou mais apropriado ao Ministério da Educação elaborar uma proposta de aumento na carga horária diária dos estudantes em vez da ampliação do calendário letivo de 200 para 220 dias por ano, como queria o ministro Fernando Haddad. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (20) pela secretaria de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, em sua página pessoal no Twitter e no Facebook.

"Não teremos a ampliação para 220 dias letivos. O ministro Haddad convocou uma reunião, no dia 18 passado, com entidades de professores, estudantes, parlamentares, gestores e universidades. O consenso é que é melhor manter os 200 dias e ampliar a carga horária diária. E democraticamente, o ministro Fernando Haddad acatou a proposta", escreveu a secretária.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou apresentou há um mês, em Brasília, o resultado de uma pesquisa que levou o MEC a avaliar o aumento de até quatro semanas no calendário letivo da educação básica do país no sistema público e privado. Atualmente, o Brasil tem 200 dias, como prevê a Lei de Diretrizes e Bases (nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) no ano letivo e carga horária de 800 horas. O ministro propunha um amplo debate sobre a ampliação da carga horária escolar para 220 dias ao ano, ampliando a carga horária para 1.000 horas.

Haddad convocou uma reunião com educadores do Conselho Nacional da Educação para debater o tema. Os conselheiros acharam melhor aumentar a carga diária do que o número de dias letivos. Para isto será preciso que o Congresso Nacional aprove a proposta mudando a Lei de Diretrizes e Bases.

Uma pesquisa coordenada por Ricardo Paes de Barros, subsecretário da Secretaria de Asssuntos Estratégicos da presidência, mostrou que dez dias a mais de aula aumentam em 44% o aprendizado dos alunos e em sete pontos a nota dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Essa melhoria pode ser atingida aumentando a exposição do aluno ao conhecimento.

Segundo o pesquisador, o aumento da exposição pode ser feito com ampliação da jornada diária e com a diminuição das faltas dos alunos e dos professores durante o ano letivo. Mas a alternativa mais atraente, segundo Barros, é a que tem o menor custo. "Em termos de custo é melhor porque na outra alternativa (mais horas/aula por dia ou menos alunos por sala) você precisa aumentar o espaço na escola colocando restaurantes e espaços esportivos."

A outra variável que provoca melhora é a qualidade do professor. O estudo mostrou que um bom professor em sala de aula tem o impacto de 9,6 pontos no Saeb, 20 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e 68% de melhoria do desempenho do aluno. "Tem um enorme impacto entre se consultar um bom ou um mau médico. Com o professor também é assim, mas a gente não valoriza a profissão e deixa o profissional mais experiente migrar para a rede privada", destacou o pesquisador. Ainda de acordo com ele, o impacto no Saeb com professor experiente seria de 3,3 pontos.

sábado, 24 de setembro de 2011

Médico-cantor mostra seu “Talento Secreto” no palco do Talentos

José Williams revelou sua paixão

pelo cantor Nelson Gonçalves e apresentou

sucessos do "boêmio".

Ele é médico, mas nas horas vagas se dedica a sua grande paixão: a música. José Williams é otorrinolaringologista e faz sucesso nas de Teresina contando os sucessos de Nelson Gonçalves.

O médico foi a atração do quadro “Talento Secreto” deste sábado (24), do programa Talentos do Piauí, comandado por Tony Trindade e Lilly Araújo.

Dono de uma voz grave invejável, José Williams começou cantando para amigos, sucessos como “A volta do boêmio”, e incentivado por familiares e amigos começou a cantar nos bares de Teresina.

“Meus pacientes sabem que eu sou cantor e sempre perguntam quando terá um show. Um dia, um paciente meu, me reconheceu no consultório após uma apresentação que eu fiz no programa do Ratinho, do SBT”, disse.

Ele já abriu show para nomes de fama nacional como Tânia Alves e já se apresentou em palcos tradicionais do Piauí como o do Teatro 4 de Setembro.

“A paixão pelo cantor Nelson Gonçalves começou com o meu pai. Ele sempre ouvia as músicas dele e nos crescemos lá em casa aprender a gostar”, relembrou o médico cantor após examinar Lilly Araújo e lhe dar dicas sobre como manter a voz saudável.

sábado, 17 de setembro de 2011

Ações de sucesso na escola vão valer prêmios para professores

As inscrições para a quinta edição do Prêmio Professores do Brasil foram prorrogadas até 15 de outubro. Um dos objetivos do prêmio é estimular a participação dos professores na implementação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em 2007.

Podem concorrer experiências que, desenvolvidas por professores, tenham contribuído pelo sucesso escolar dos alunos e qualidade da aprendizagem; pela permanência do aluno na escola, com práticas que reduzam a repetência, o abandono e a evasão; pela participação da família no processo de aprendizagem dos alunos e a abertura da escola à comunidade na qual ela está inserida; pela inclusão educacional, social, racial, digital, e pela formação ética, artística, cultural e cidadã dos alunos.

Somente experiências desenvolvidas ou em desenvolvimento, com resultados comprovados durante o ano letivo de 2010 e que promovam os objetivos do PDE, poderão ser inscritas. Podem participar professores de todas as etapas da educação básica em exercício em escolas públicas e de instituições educacionais comunitárias, filantrópicas e confessionais conveniadas aos sistemas públicos de ensino.

Os 40 educadores com experiências selecionadas pela comissão receberão, cada um, R$ 5 mil, além de troféu e certificados expedidos pelas instituições promotoras do prêmio. Já as escolas nas quais foram desenvolvidas as experiências selecionadas serão premiadas com a aquisição de equipamentos audiovisuais ou multimídia, no valor de até R$ 2 mil.

A inscrição tem duas etapas. Na primeira, o professor preenche o formulário e o envia pela internet; na segunda, posta nos correios (sedex ou AR) o relato da experiência, cópias de documentos pessoais, declaração da escola, entre outros.

O Prêmio Professores do Brasil é realizado pelo Ministério da Educação em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). A Fundação SM, Intel, Instituto Votorantim e a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros) são os patrocinadores.

Assessoria de Comunicação Social

Confira o regulamento, a ficha de inscrição e a premiação na página eletrônica do prêmio

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MEC estuda ampliar tempo de aluno na escola

Para aumentar a exposição ao conhecimento,

ministério discute expandir carga horária,

com jornada maior ou mais dias no ano letivo

O Ministério da Educação (MEC) estuda aumentar o número de horas que os alunos passam na escola, com a ampliação gradativa do ano letivo de 200 para 220 dias, ao longo de quatro anos, e/ou com o aumento da quantidade de horas dentro da escola.

Segundo o ministro Fernando Haddad, a proposta é discutida com União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Conselho Nacional de Secretários de Educação e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. A declaração foi feita na abertura de um congresso internacional promovido em Brasília pelo movimento Todos Pela Educação.

A ideia surgiu com base em estudo coordenado pelo secretário de Ações Estratégicas da Presidência, Ricardo Paes de Barros, que mostra que o aprendizado se relaciona com a exposição ao conhecimento. "No Brasil essa exposição é baixa, seja porque a carga horária diária é baixa, seja porque o número de dias letivos é inferior ao de outros países", disse Haddad.

Uma das possibilidades consideradas é a antecipação das metas do Programa Mais Educação, do governo federal, que prioriza a educação integral. Segundo Haddad, há 15 mil escolas no programa, com carga de sete horas por dia. A meta para 2014 é de alcançar 32 mil, objetivo que pode ser antecipado pela presidente Dilma Rousseff, para 2013.

Outra proposta é aumentar o número de dias letivos, principalmente por causa da falta de estrutura física das escolas, o que seria realizado por um projeto de lei. "Não aprovaremos um projeto de lei sem haver consenso. Não vamos encaminhar sem antes receber o aval daqueles que vão executar isso", afirmou.

Haddad diz que as propostas não são excludentes e há orçamento para a ampliação. "Estamos prevendo aumentar o investimento de 7% do PIB."

Para o deputado federal Gastão Vieira, presidente da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação, a iniciativa é positiva. "Tudo que deixar o aluno dentro da escola, criando condições para ele efetivamente aproveitar esse tempo, é bem-vindo", disse.

O Consed afirma que vai conversar com os Estados sobre a proposta. "Esse aumento vai ter de ser muito debatido com os professores, por conta da redução das férias, e com os municípios, que negociam o transporte com os Estados, por exemplo", disse a presidente Maria Nilene da Costa. A Undime também diz que dialogará com as seccionais. "Mas, a princípio, nós não somos contra", disse a presidente da entidade, Cleuza Repulho.

Enem. Questionado sobre a lentidão da evolução das escolas públicas nos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Haddad afirma que o progresso está se dando no ritmo previsto pelo plano de metas. "Vamos vagarosamente incutindo essa cultura de metas. Não dá para mudar da noite para o dia um sistema educacional que foi por décadas maltratado."

sábado, 27 de agosto de 2011

Publicado acórdão sobre piso nacional para professores

Foi publicado no Diário da Justiça eletrônico do Supremo Tribunal Federal desta quarta-feira (24) o acórdão do julgamento da Corte na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167, que considerou constitucional a norma que instituiu o piso nacional dos professores de ensino básico das escolas públicas brasileiras.

Pela decisão, são constitucionais os dispositivos da Lei 11.738/08 que fixam o piso salarial com base no vencimento, e não na remuneração global dos professores. Por maioria de votos, os ministros entenderam que a União tem competência para dispor sobre normas gerais relativas ao piso de vencimentos dos professores da educação básica “como forma de utilizá-lo como mecanismo de fomento ao sistema educacional e de valorização profissional, e não apenas como instrumento de proteção mínima ao trabalhador”.

O caput do artigo 2º da lei determina que o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 950,00 mensais para a formação em nível médio, na modalidade "Normal". O parágrafo 1º do artigo 2º, que foi declarado constitucional, determina que o “piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 horas semanais”.

O parágrafo 4º do artigo 2º da lei, por sua vez, determina que, na composição da jornada de trabalho do professor, é necessário observar o limite máximo de dois terços da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.

Formação de professores municipais aborda possibilidades da profissão no Dia do Historiador

No mês de agosto comemora-se o Dia do Historiador, e para celebrar a data, a Secretaria Municipal de Educação reuniu os professores de História das escolas municipais que participam semanalmente das capacitações no Centro de Formação Odilon Nunes. Divididos nos turnos manhã e tarde, os professores participaram de palestras sobre a profissão.

Para abordar temáticas como campo de atuação, territórios e possibilidades do Historiador, os formadores do Instituto Qualidade no Ensino – IQE convidaram João Batista Junior, professor da UESPI e do Instituto Dom Barreto, que apresentou aos professores o leque de caminhos a seguir na carreira,focando nas áreas de educação e pesquisa.

O professor Solimar Oliveira, formado pela PUC, também contribuiu com o espaço destacando o tema Escravidão, mostrando as perspectivas das correntes históricas existentes, tendo como foco os estudos sobre negros.

De acordo com os formadores Maria Amélia e Damião Rocha, ainda haverá um outro momento onde os professores farão a socialização do aprendizado, de forma que todos discutam os pontos mais interessantes das temáticas abordadas.

“O espaço surgiu da necessidade dos próprios professores de discutir sua profissão. A proposta das formações é exatamente essa, atender a demanda deles, promover discussões significativas para melhor desenvolverem os trabalhos nas escolas. O cronograma de capacitações só faz sentido quando desperta o interesse dos professores para que participem e contribuam uns com os outros”, explica Maria Amélia.

“É também uma forma de valorizá-los. Muitos estão no começo da carreira e precisam de várias visões sobre a História e as possibilidades de atuação, trazer pessoas com experiência na área é uma boa maneira de contribuir”, finaliza Damião Rocha.

Assembléia, dia 18 de agosto, ratificou a necessidade de maior fiscalização da diretoria do SINDSERM pela Base

O SINDSERM realizou mais uma Assembléia Geral dos servidores(as) municipais de Teresina , no dia 18 de agosto, no Teatro de Arena, às 8:00.

Informes

Na ocasião, frisou-se a necessidade de verificação por parte dos servidores(as) municipais dos seus contracheques, devido a irregularidades, descontos indevidos que persistem em aparecer. Como também apareceram denúncias de servidores(as) que sofreram desfiliamento do Sindicato(SINDSERM) , sem o consentimento dos mesmos, por parte da PMT.

Ainda como informes, destacou-se a necessidade de recomposição da comissão de negociação e organização de um novo calendário de negociações. E também uma maior fiscalização por parte da base para com as pessoas que estão na diretoria do sindicato, e com isso evitar a burocratização, um mal que assola muitos sindicatos.

Foi colocado também necessidade das eleições, previstas no estatuto do SINDSERM, para o final de agosto, de representantes dos locais de trabalho, ou seja, das 304 escolas, dos postos de saúde e outros, para que consigamos uma melhor mobilização. Surgiu ainda a proposta para que aconteça um congresso que tenha como pauta de discussão a mudança do estatuto do SINDSERM. A finalidade dessa discussão é fazer com que o Sindicato tenha direção colegiada, na busca de melhor distribuição das tarefas.

A Psicóloga Nayana Freire eteve na Assembléia e informou sobre pesquisa, referente à sua dissertação de mestrado, cujo tema é “Assedio Moral no Trabalho e Síndrome de Burnout(alto nível de Estress)” no serviço público. E por fim convocar as pessoas para participarem desta pesquisa.

Sobre o processo de Mudança de Nível, a advogada do SINDSERM, Adoniara, esclareceu que o mesmo já está em fase de execução, ou seja, é preciso apenas determinar quem são de fato as pessoas e quanto cada devreá receber. A advogada informou ainda que já terminaram os dez(10) dias determinados pela justiça para a prefeitura abrisse seus arquivos para o Sindicato. No entanto até o momento está sendo ignorado pela PMT. O sindicato vai tomar as medidas cabíveis.

Encaminhamentos

Foi aprovada a composição foi aprovada da comissão de negociação na definição de quatro (4) membros da direção e seis (6) da base, ou seja, uma maior representatividade da base. E que esta composição possa ser alterada em qualquer Assembleia, caso aconteça a proposta de mudança.

Eleições para diretores das escolas municipais, com mandato de 2 anos, para o mês de setembro, e não para depois do Ideb como quer PMT. Participação do SINDSERM na parada da diversidade, dia 26 de agosto e ajudar a organizar o Grito dos excluídos, no 7 de Setembro.

O coletivo de mulheres vai decidir sobre efetivação de boletim específico. E no dia 01 de setembro, no IPMT, ato em defesa dos direitos da mulher e previdenciários.

Foi aprovada ainda uma Moção de repúdio aos governos estaduais e municiais a respeito de fechamento de turmas do período da noite.

Próxima Assembleia será dia 30 de Setembro.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

I Semana Pedagógica da Música na UFPI divulga regulamento para inscrições

A Coordenação do Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Piauí divulga o regulamento para quem quiser participar da I Semana Pedagógica da Música na UFPI (SEPMUFPI). O evento tem como principal proposta divulgar e democratizar o acesso à música erudita e brasileira, promover o aperfeiçoamento técnico e musical, incentivar a formação de músicos, professores e também o intercâmbio cultural.

As inscrições para a 1ª Semana Pedagógica Musical na UFPI estarão abertas do dia 15 de Agosto ao dia 02 de Setembro de 2011. As inscrições podem ser feitas através do preenchimento da ficha de inscrição disponível na página (site) principal da UFPI. A ficha pode ser também fotocopiada e entregue na coordenação do curso de Licenciatura em Música situada no Campus Ministro Petrônio Portela, Centro de Ciências da Educação, sala 449.

O resultado da seleção será divulgado na página da UFPI e no mural da Coordenação do Curso de Licenciatura em Música no dia 02 de setembro.

A abertura oficial da 1ª Semana Pedagógica Musical na UFPI será no dia 12 de Setembro de 2011 às 19:30, no Cine Teatro da UFPI. Neste dia todos deverão comparecer para receberem orientações gerais sobre a semana e conhecerem a equipe de apoio e docentes.

Confira o regulamento e a ficha de inscrição.

domingo, 7 de agosto de 2011

A VOLTA ÀS AULAS NA E.M. VEREADOR JOSÉ OMMATI

No primeiro dia letivo de agosto, teve início a execução
do projeto “Intervenção Pedagógica na Formação de Valores”

A Escola Municipal Vereador José Ommati, localizada no bairro Piçarreira I, zona Leste de Teresina, deu início ao segundo período letivo/2011, executando o projeto “Intervenção Pedagógica na Formação de Valores”, que tem como um dos objetivos principais “promover uma boa convivência no ambiente escolar, conscientizando o corpo docente e discente da importância da relação respeitosa nos grupos de que se faz parte”.

De acordo com a Professora Eva Ribeiro, diretora da Escola, apesar de já estar sendo executado, o projeto ainda se encontra aberto às adaptações e intervenções que se fizerem necessárias. Disse também que durante a primeira semana de aulas, o projeto buscou, inicialmente, a sensibilização e o envolvimento de alunos e professores.

Eva Ribeiro disse que todos os dias uma turma, do 6º ao 9º ano, vivenciará um momento de formação que acontecerá no auditório da Escola. Lá, os alunos terão a oportunidade de cantar o hino de Teresina, assistir vídeos, ler textos motivacionais e discutir diversos assuntos, voltados para o desenvolvimento do senso crítico, diante das questões sociais.

Para a diretora, o projeto “Intervenção Pedagógica na Formação de Valores” pode “fortalecer nos alunos a responsabilidade, a noção de regras, conduta e boa convivência; para isso, pretendemos utilizar metodologias que os estimule a pensar e a expressar opiniões”, declarou a diretora.

Inaugurada em 21 de agosto de 1984, a Escola Municipal Vereador José Ommati, completa, no mês do aniversário de Teresina, 27 anos de bons serviços prestados à comunidade.

A Escola, que tem como missão “atender com eficiência e solidariedade a todos, visando a formação de cidadãos capazes de compreender a realidade onde vivem, interagir com outros indivíduos e nela intervir”, atualmente, atende a 946 alunos, distribuídos em turmas de 6º ao 9º ano (ensino diurno) e em turmas de Educação de Jovens e Adultos – EJA (ensino noturno).

terça-feira, 19 de julho de 2011

Família é mais importante que dinheiro e carreira

A sociedade hoje está vivendo uma fase onde dinheiro, carreira e liberdade são setores mais importantes na vida do individuo. No mesmo passo, vemos o crescimento da violência, acompanhado de discursos que afirmam que o início dos problemas está na forma como são criados laços, ou seja, estruturada a família.

Dessa forma, notamos que esta instituição, que deveria ser tão honrada, está perdendo um papel importante no cotidiano de muitos. Assim, os “laços fraternais” são rompidos, casamentos desfeitos e os filhos das uniões acabam por sofrer as conseqüências.

Numa entrevista feita com o juiz Thiago Brandão, quando o mesmo atendia no povoado recanto dos pássaros, zona rural de Teresina, através do programa justiça itinerante, ele expôs sua opinião sobre assuntos sérios como, família, divórcio e filhos.

No primeiro depoimento, Brandão fala sobre a família, e afirma que a mesma não é uma instituição falida, como muitos pessimistas dizem, e a destaca como a principal responsável pela formação de homem, frisando que este ponto não deve ser esquecido.

“É inegável, acho que nem precisa ser juiz para saber disso, que a família é essencial nas nossas vidas. A gente começa aprendendo a viver em sociedade dentro de casa, com nossos familiares. É nesse ambiente aprendemos todos os princípios básicos para seguir a vida. E isso deve ser valorizado sempre”, ressalta Thiago.

Para o juiz, educação, fomentação de valores, vida em sociedade, são os aspectos importantes que o ser humano deve aprender dentro de casa.

“A família exerce uma influência decisiva na formação de um indivíduo. O ideal é que nesse ambiente sejam disseminados bons valores, para que os mesmos perdurem quando os filhos começarem a ter vida fora de casa”, argumenta Brandão.

domingo, 17 de julho de 2011

Comentário sobre "Quando a escola é o espaço do inferno"

Por: Maria amelia*
A escola é tão somente o espelho da sociedade! A nossa, é esta sociedade "mal" saída do tão cantado e decantado Maio de 68, onde qualquer indivíduo acima dos 30 anos era um inimigo da liberdade! Essa geração, em todo o mundo ocidental, aceitou o paradigma da liberdade sobre qualquer outra coisa, e assim criou seus filhos.Em nome da liberdade aceitou programas de televisão violentos e pornográficos; em nome da liberdade aceitou que crianças mal desmamadas assistissem a tais programas sem classificação; em nome da liberdade aceitou a "ética" do Rambo e a erotização da Xuxa, para seus meninos e meninas; em nome da liberdade aceitou o conformismo; em nome da liberdade aceitou a desigualdade; em nome da liberdade aceitou que seus filhos fossem criados (em vez de educados) sem limites nem responsabilidades; em nome da liberdade se perdeu para quem lhe vendeu o bilhete falso da liberdade. Pronto, estamos vivendo numa sociedade de plena liberdade! É proibido proibir! Então, estão reclamando de quê? Essas crianças são o reflexo das nossas vidas, nada mais! Se não aguentamos mais a escola que a sociedade capitalista criou, mudemos a sociedade, mas por favor, parem de se lamuriar porque a escola não presta, nem as crianças são educadas! Nem o hospital presta, nem o plano de saúde, nem o médico! Nem o engenheiro e suas obras superfaturadas e mal feitas. Está mais do que na hora de colocar o dedo na ferida social, denunciar a moléstia sem medo das palavras. Afinal, foi também em nome da liberdade, que calamos. Está na hora de engolir o medo, porque o bicho papão não é aquele que nos mostraram quando nos ameaçaram com a falta de liberdade! Infelizmente é só o que eu penso quando leio artigos deste tipo em revistas como Época, Isto É, Veja, JN, Fantástico, etc, Esses caras provocam a catástrofe e depois vêem com papos pseudointelectuais e sociológicos a pedirem atitudes e responsabilidades!? É cinismo demais...
*Professora de História da Rede Municipal de Ensino de Teresina-PI

sábado, 16 de julho de 2011

Quando a escola é o espaço do inferno

Quase 1.000 alunos são punidos, suspensos ou expulsos por dia nas escolas. Quase 1.000 por dia, alguns com 5 anos de idade! Por abusos verbais e físicos. No ano passado, 44 professores foram internados em hospitais com graves ferimentos. Diante do quadro-negro, o governo decidiu que professores poderão “usar força” para se defender e apartar brigas. E poderão revistar estudantes em busca de pornografia, celulares, câmeras de vídeo, álcool, drogas, material furtado ou armas.

Achou que era no Brasil? É na Grã-Bretanha.

Os dados são de um relatório governamental. “O sistema escolar entrou em colapso”, diz Katharine Birbalsingh, demitida do Departamento de Educação depois de criticar a violência nas escolas públicas inglesas. “Os professores acabam sendo culpados pela indisciplina. A diretoria da escola estimula essa teoria, os alunos a usam como desculpa e até os professores começam a acreditar nisso. Eles não pedem ajuda com medo de parecer incompetentes.”

Os alunos jogam a cadeira no mestre, chutam a perna do mestre, empurram, xingam. Ou furam o mestre com o lápis, fazem comentários obscenos, estupram, ameaçam com facas. Alguns são casos extremos pinçados pela imprensa. Os números na Grã-Bretanha preocupam. Mostram que as escolas precisam restaurar a autoridade perdida. Muitos professores abandonaram a profissão por se sentir impotentes. Educadores mais rigorosos pregam tolerância zero com alunos bagunceiros e que não fazem seu dever de casa.

As reflexões de lá são iguais às de cá. A violência nas escolas seria uma continuação do lado de fora, na rua e nos lares. A hierarquia cai em desuso. Valores e limites, que quer dizer isso mesmo? Crianças e adolescentes não respeitam ninguém. Nem os pais, nem as autoridades, nem os vizinhos, os porteiros, os pedestres, os colegas, as namoradas. Há uma falta de cerimônia, pudor e educação no sentido mais amplo.

E aí a culpa é jogada nos pais. Por não mostrarem o certo e o errado. Não abrirem um tempo de qualidade com os filhos. Esquecê-los em frente a um computador ou televisão. O de sempre. O aluno que peita o professor também xinga os pais. Aric Sigman, da Royal Society of Medicine, em Londres, autor do livro The spoilt generation (A geração mimada) , afirma que, hoje, até criancinhas nas creches jogam objetos e cadeiras umas nas outras. “Há uma inversão da autoridade. Seus impulsos não são controlados em casa. É uma geração mimada que ataca especialmente as mães”, diz ele.

Muitos professores abandonam o ensino por se sentir impotentes

diante da violência dos alunos

E o que o governo britânico faz? Manda o professor revidar. Até agora, ele era proibido de tocar no aluno, mesmo ao ensinar um instrumento numa aula de música. A nova cartilha promete superpoderes aos professores. Mestres, usem “força razoável”, vocês agora têm a última palavra para expulsar um aluno agressivo, revistem mochilas suspeitas. Dará certo? Não acredito. Sem diálogo e consenso entre famílias, escolas, educadores e psicólogos, esse pesadelo não tem fim.

No Brasil, a socióloga Miriam Abramovay, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), admite que os professores passaram a ter medo. Numa pesquisa para a Unesco em Brasília, em 2002, um depoimento a chocou: “Um professor me disse que ia armado para a escola. Como se fosse uma selva. Isso mostra total descrença no sistema”. Ela acha que o Brasil está investindo dinheiro demais em bullying, mas esquece todo o resto: “Nossa escola é de dois séculos atrás”. Os ataques aos professores não se limitam à sala de aula. Carros dos mestres são arranhados, pneus são furados. Eles não têm apoio nem ideia de como reagir. Muitos trocam de escola ou abandonam a profissão.

Quando Cristovam Buarque era ministro de Lula, tinha, com Miriam, um projeto nacional de “mediação escolar” para prevenir conflitos, melhorar o ambiente e estimular o aprendizado. “Paulo Freire dizia que a escola era o espaço da alegria, do prazer, mas assim ela se torna o espaço do inferno”, diz Miriam. O projeto não vingou. Cristovam abandonou o barco por sentir que Educação não era prioridade nos investimentos. E continua não sendo. Deveria ser nossa obsessão.

Seja bem vindo(a)!